resistência

Como foi o lançamento do Campos Elíseos Vivo

Na terça-feira (3/4), a população que vive, trabalha e frequenta o bairro de Campos Elíseos e a Luz, centro de São Paulo, foi às ruas defender um projeto popular de autoria coletiva para melhorar a região, o “Campos Elíseos Vivo”. Esta proposta urbanística e social está em construção desde o segundo semestre de 2017, a partir do trabalho de entidades, pessoas, moradores e comerciantes que integram o Fórum Aberto Mundaréu da Luz. Desde então, a população diz o que quer para a região, considerando não apenas o que é preciso mudar e melhorar, como também aquilo que é importante permanecer e valorizar.

 

Foram dezenas de encontros, entre reuniões, oficinas, apresentações, debates e atividades na rua. A presença cotidiana do Mundaréu no bairro não apenas enriqueceu e deu mais consistência ao projeto alternativo, como também permitiu a criação de uma rede de apoio capaz de resistir às arbitrariedades promovidas pelo poder público.

Após a apresentação da proposta em uma coletiva de imprensa na rua do Triunfo, onde também falaram vereadores, representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública, o Mundaréu realizou um cortejo-performance até o Largo Coração de Jesus, região conhecida hoje como “Cracolândia”. Com mangueiras de água aromatizada e macacão impermeável branco, mais de 30 pessoas fizeram a lavagem simbólica das políticas higienistas que, para ser implementadas, pressupõem a destruição de três quarteirões inteiros e a expulsão de todos os atuais moradores.

Depois, já no largo, aconteceu uma Audiência Cidadã, quando moradores e comerciantes locais contaram histórias da sua relação com o lugar. Ao microfone, também disseram o que desejam para o bairro e defenderam seus direitos. Enquanto os moradores falavam, as grades do largo ganharam painéis com esquemas das leituras sociais e territoriais feitas durante o processo de laboração do “Campos Elíseos Vivo”, assim como as principais propostas do projeto.

O ato foi encerrado com samba e projeções de poemas na fachada de um edifício histórico, celebrando a luta dos moradores por uma vida mais digna no bairro e por poderem decidir sobre os projetos que influenciam seu futuro.

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